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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Genealogia que ajudou a contar histórias

Rafael Jandre e Airton Mathias foram os responsáveis por algumas pesquisas das famílias de imigrantes

Rafael Jandre e Airton Mathias são primos, um mora em Pomerode e o outro em Jaraguá do Sul. Desde pequenos descobriram uma paixão em comum, a pesquisa pela origem das famílias. Quando começaram a acompanhar os primeiros cadernos Pomeranos no Vale Europeu viram a oportunidade de contribuir com o acervo do grupo.

Desde então, muitas foram as participações de Rafael e Airton, principalmente em aspectos relacionados ao sobrenome e local de onde as famílias vieram. “Sempre que possível contribuímos com a pesquisa das famílias, que é a nossa especialidade, a busca pelas informações de onde moravam, quando vieram, quantos integrantes e outros dados”, explica Rafael.
Para Airton, o mais difícil de todo esse processo é a busca pelos registros corretos e o cruzamento de todos os dados. “Na época em que eles foram feitos não havia um padrão. Há uma gama de dados que precisam ser vasculhados até encontrar as informações que queremos.”

Outro fato que chamou bastante a atenção dos dois pesquisadores é o vínculo entre as famílias que vieram para Pomerode e região. “Em um primeiro momento, acreditávamos que as famílias vinham de forma independente e aleatória. Mas, com as pesquisas que estamos fazendo, descobrimos que muitas delas já se conheciam na Alemanha, elas decidiam vir juntas para o Brasil e aqui acabavam construindo suas residências bem próximas. Parece que em Pomerode temos pequenas filiais de antigas cidades da Pomerânia”, ressalta Airton.

Outro aspecto, segundo Rafael, é que as decisões relacionadas à vinda para o novo mundo não costumavam ser patriarcais, mas sim das mulheres. “O vínculo existe pelas mulheres, todos os agregados das famílias das irmãs imigraram juntos. Observamos isso em muitos casos de irmãs, casadas com homens de famílias diferentes, que vieram para cá.”

Após todas as contribuições e os achados compartilhados com os Pomeranos, o sentimento de Rafael e Airton é um só, o de gratidão pelo que foi publicado. “Dá uma satisfação muito grande saber que uma pesquisa, uma pequena contribuição do que fazemos, colaborou com a perpetuação da história da imigração. E, com isso, percebemos que há um interesse maior por aspectos da cultura pomerana”, afirma Airton.

Para Rafael, o trabalho desenvolvido pelos Pomeranos, em parceria com o Testo Notícias, foi o responsável por resgatar memórias que por muito tempo estavam esquecidas. “Até pelas dificuldades que os nossos antepassados tiveram, as promessas que eram inúmeras para que eles viessem para o Brasil, a história ficou por um bom tempo apagada. Muitas pessoas agora, e de forma voluntária, já estão engajadas para que isso não ocorra mais. Cabe também a outras esferas o apoio para que essa história seja mantida viva”, completou Rafael.

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