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sábado, 18 de setembro de 2021

Ferramenta para superar limites

Professora Karla Schubert fala sobre treinamento funcional oferecido aos alunos da Apae

Em agosto desse ano, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Pomerode iniciou as aulas de treinamento funcional que têm como objetivo trabalhar movimentos básicos do dia a dia, como sentar e levantar. O projeto foi aprovado em julho junto à Lei de Incentivo ao Esporte e contou com o apoio de cinco empresas de Pomerode e região.

Além de ser uma das idealizadoras, a professora de Educação Física Karla Rochana Schubert está à frente do projeto. Ela explica que, com essa novidade, a Apae consegue atender dois grupos: dos adultos e das crianças. A iniciativa engloba a aquisição de materiais e a contratação do profissional específico durante dois anos.
Nos mais velhos, o objetivo principal é trabalhar com a manutenção e preservação das habilidades que aquela pessoa já possui. Com esse público, Karla já trabalhava durante as aulas de Educação Física, mas, agora, pôde melhora-lo com a vinda de materiais próprios para isso. “Havia um dia específico para trabalhar a aptidão física com o treinamento funcional, então eles já tinham esse trabalho, mas dentro de uma linha mais básica. Agora, com a vinda dos materiais, haverá ainda mais qualidade”, explica.

Por outro lado, o projeto abre a oportunidade de trabalhar com as crianças a psicomotricidade em conjunto com o treinamento funcional. “A psicomotricidade atua na questão do movimento com a interação do ambiente, com os sentimentos, essa relação interpessoal do educando com o ambiente que ele está explorando”, afirma Karla. Ou seja, é uma forma de fazer os exercícios brincando. “Há atividades específicas, mas encaixadas dentro do contexto de uma ludicidade, dentro de um ambiente todo voltado para explorar esse movimento, de uma maneira bem gostosa, brincando.”

Psicomotricidade: o atendimento para as crianças é feito em uma sala com diversas estações de exercícios. FOTO: Thiago Henrique


Para as crianças, o atendimento é feito com um aluno por vez e, com isso, consegue personalizar o que cada um deles precisa melhorar. “O atendimento individualizado é muito bacana, porque permitem ir até a raiz de certas coisinhas que precisam que esse educando melhore. Às vezes, é uma questão comportamental, de relação afetiva, às vezes, é de um movimento mesmo, como conseguir engatinhar ou ficar de pé”, comenta. O atendimento dura 30 minutos.

A sala de psicomotricidade, direcionada para as crianças, é estruturada contendo estações de exercícios que formam um circuito com começo, meio e fim. Com isso, dentro das especificidades de cada aluno, Karla adequa quais exercícios cada um fará. “Como atendo mais que um aluno por dia, nossa sala tem várias atividades com objetivos diferentes. O aluno não passa, necessariamente, por todos, mas pelo menos dois ou três acaba fazendo. Ainda tem um espaço para o momento de brincar com o que se interessou”, pondera.

Antes do projeto ser aprovado, Karla não tinha contato com os pequenos, somente os conhecia pelos encontros nos corredores da instituição ou na hora do lanche, quando o apoio era solicitado. O atendimento para estimulação precoce era feito pelos professores de sala. Agora, isso mudou e ela admite estar muito feliz. “Para mim, como professora de Educação Física que já está na educação especial há quase 10 anos, era um sonho muito grande poder atender os pequenos. Poder estar com eles é libertar esse meu lado criança, trazendo o lado lúdico para as atividades.”

Com as crianças, o atendimento é feito todas as terças e quintas-feiras. Já com os adultos, o treinamento funcional é proposto dentro das aulas de Educação Física.
Karla aguarda ansiosa pelos dias em que trabalha com as crianças. “É muito bacana ver feedback deles, em uma aula você já consegue ter uma resposta bem bacana daquilo que queria fazer, do que você conseguiu fazer e do que você ainda pode fazer. É algo gostoso tanto pra mim quanto pra eles”, salienta.

Por fim, ela agradece que o projeto tenha sido contemplado e a quem ajudou para que esse desejo tenha se tornado possível: “agradeço à Apae por acreditar em mim para fazer esse trabalho com eles, era um sonho. Espero que as famílias que tenham crianças que recebem esse atendimento estejam tão felizes quanto eu de poder auxiliar nesse desenvolvimento. Nada é mais gostoso, como professora, do que ver o pequenininho no seu desenvolver completo depois de adulto. Fazer parte desse processo é muito bacana”.

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