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sábado, 18 de setembro de 2021

Abriu a porteira


O pontapé inicial da destinação de recursos estaduais para obras em rodovias federais em Santa Catarina começou com o baixo volume de orçamento destinado à BR-470. O governador Carlos Moisés cobrou o ministro da Infraestrutura e recebeu como resposta que a obra só não anda pela falta de dinheiro. Moisés então sinalizou com R$ 200 milhões. Até aí o governo estadual reservava dinheiro para resolver um imbróglio histórico do Vale do Itajaí, mas, com efeito de bola de neve, a política catarinense gostou da solução e o plano ganhou novas rodovias. A bancada do Oeste na Alesc exigiu atenção à BR-163 e foi atendida. Na sequência, a Alesc colocou no pacote a BR-280 – também sem contestação do Executivo. A porta abriu e a boiada passou. Recentemente, mais R$ 100 milhões foram sinalizados à BR-470 e a BR-285 entrou no jogo. Da mesma forma, a BR-282 só ficou de fora porque não tem projeto pronto, senão entrava também. O vento sopra a favor: governo do Estado e Alesc estão tão homogêneos que a reunião de secretários com deputados (foto), na semana passada, mais parecia uma reunião de equipe de trabalho.

Pedra no caminho


Hoje, existe um sentimento na Alesc de que as eleições de 2022 são uma pedra no caminho. Isso porque demorou para o governo Moisés pegar no tranco, mas agora ele chegou ao seu melhor momento, justamente num período de início das negociações para o ano que vem. Os parlamentares – e o próprio governo – querem curtir o momento e adiar essa preocupação. A postergação das prévias do MDB é um dos sintomas desse processo, mas se vê outros, claramente, nas outras bancadas.

• O COMPASSO de espera faz com que Moisés não defina, nem sinalize, uma filiação partidária nos próximos meses. Ele tem até março para decidir, e deve deixar a assinatura para os últimos momentos.

• SECRETÁRIO Thiago Vieira, da Infraestrutura, afirma que o acordo da 470 estava pronto, até o afastamento de Moisés durante o segundo processo de impeachment. Entrou Daniela Reinehr e o imbróglio apareceu.

• PELO menos quatro nomes saem do governo Moisés para concorrer em 22: Altair Silva (Agricultura), Luiz Fernando Vampiro (Educação), Claudinei Silva (Desenvolvimento Social), e Luciano Buligon (Desenvolvimento Econômico).

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