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Pomerode
sábado, 18 de setembro de 2021

Quando o Desenvolvimento Neuropsicomotor apresenta atrasos


Dando continuidade ao tema “Prevenção de Deficiências”, hoje falaremos sobre alguns marcos importantes do desenvolvimento infantil, e o que fazer quando a criança apresenta alguma dificuldade neste processo.
Abaixo podemos observar as habilidades mais significativas nos primeiros meses de vida de acordo com a escala de desenvolvimento Denver II :

Desenvolvimento social
• Sorrir espontaneamente = 2 meses
• Leva mão a objetos = 5 meses
• Apreensão a estranhos = 10 meses
• Dar tchau = 14 meses
• Bater palma = 11 meses
• Imita atividades diárias = 16 meses
Desenvolvimento Motor
• Sustento cefálico = 4 meses
• Sentar com apoio = 6 meses
• Sentar sem apoio = 7 meses
• Pinça superior = 10 meses
• Em pé com apoio = 10 meses
• Andar sem apoio = 15 meses
Desenvolvimento da Linguagem
• Lalação = 6 meses
• Primeiras palavras = 12 meses
• Palavra frase = 18 meses
• Junta duas palavras = 2 anos
• Frases gramaticais = 3 anos

Ainda se ouve muito sobre “respeitar o tempo da criança”, e é verdade que cada pessoa passa por um processo particular e único de desenvolvimento. Entretanto, não ficar alerta para o intervalo de meses (sugerido na própria caderneta de saúde) que uma habilidade tem para se manifestar, é negligenciar os direitos da criança, porque tal atraso pode ser um sinal de que será necessário um auxílio mais especifico em determinada área adaptativa. Daí, a importância do acompanhamento mensal ao pediatra, pois ao ser observado algum atraso importante, os encaminhamentos necessários podem acontecer, aproveitando assim a fase mais intensa de desenvolvimento do cérebro, que entre os dois ou três primeiros anos de vida, forma de 600 a 800 sinapses por segundo, favorecendo assim o sucesso nas intervenções terapêuticas.
Na Apae de Pomerode, temos o serviço de Estimulação Precoce, destinado a crianças de 0 a 5 anos e 11 meses, que apresentam algum atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou que se enquadram no grupo de risco para deficiência. Sendo assim, não esperamos o fechamento de um diagnóstico para iniciar as intervenções, trabalhamos diretamente com as defasagens que a criança apresenta, visando minimizar os efeitos incapacitantes de um(a) possível síndrome/deficiência/transtorno.
Contamos com uma equipe multidisciplinar (médico neuropediatra, psicóloga, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, fisioterapeuta, pedagogas) que oferece suporte às famílias e terapias às crianças. Utilizamos o Guia Pórtage como referencial para avaliar os aspectos e as habilidades nos quais a criança precisa ser estimulada para chegar o mais perto possível do esperado para sua idade, adequando as terapias às necessidades manifestadas.
Salientamos a importância de buscar tratamento o mais cedo possível. Se você enquanto pai ou cuidador percebe algo de diferente na criança, comente com o pediatra, solicite o encaminhamento para a Apae através da sua Unidade de Saúde, nós temos o compromisso de auxiliar seu filho a chegar o mais longe que ele puder, pois acreditamos que um(a) síndrome/deficiência/transtorno não precisa ser uma sentença, pode ser apenas uma circunstância.

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